Sábado, 14 de Abril de 2007

As áreas de conteúdo no Jardim de Infância

Áreas de Conteúdo desenvolvidas no Jardim de Infância

 

São consideradas três áreas de conteúdo a desenvolver no processo de planeamento e avaliação das situações de Aprendizagem.

 

1. Área de Formação Pessoal e Social

 

2. Área de Expressão e Comunicação que inclui vários dominios: Domínio da Expressão Motora; Domínio da Expressão Dramática; Domínio da Expressão Plástica; Domínio da Expressão Musical; Domínio da Linguagem e abordagem à Escrita; Domínio da matemática

 

3. Área do Conhecimento do Mundo

 

1. Área de Formação Pessoal e Social

 

“A Formação Pessoal e Social é considerada uma área transversal, dado que todas as componentes curriculares deverão contribuir para promover nos alunos atitudes e valores que lhes permitam tornarem-se cidadãos conscientes e solidários, capacitando-os para a resolução dos problemas da vida. Também a educação pré-escolar deve favorecer a formação da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário”.

 

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar p. 51)

 

2. Área de Expressão e Comunicação

 

Esta área engloba as aprendizagens relacionadas com o desenvolvimento psicomotor e simbólico que determinam a compreensão  e o progressivo domínio de diferentes formas de linguagem

Favorece o contacto com as várias formas de expressão e comunicação, proporcionando o prazer de realizar novas experiências, valorizando as descobertas das crianças.

 

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar p. 56)

 

 Esta área integra as aprendizagens relacionadas com o desenvolvimento psicomotor e simbólico que por sua vez permitirão à criança apropriar-se das diferentes formas de linguagem. Engloba o domínio das expressões motora, dramática, plástica e musical, o domínio da linguagem oral e abordagem à escrita e o domínio da matemática.

    

Expressão Motora

 

“O corpo que a criança vai progressivamente dominando desde o crescimento e de cujas potencialidades vai tomando consciência, constitui o instrumento de relação com o mundo e o fundamenta de todo o processo de desenvolvimento e aprendizagem.

 

A exploração de diferentes formas de movimento permite tomar consciência dos diferentes segmentos do corpo, das suas possibilidades e limitações, facilitando a progressiva interiorização do esquema corporal e também a tomada de consciência do corpo em relação ao exterior – esquerda, direita, em cima, em baixo, etc. É situando o seu próprio corpo que a criança aprende as relações no espaço relacionadas com a matemática”.

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar p. 58)

 

 Expressão Dramática

 

“…é um meio de descoberta de si e do outro, de afirmação de si próprio em relação com o(s) outro(s) que corresponde a uma forma de se apropriar de situações sociais. Na interacção com outra ou outras crianças, em actividades de jogo simbólico, os diferentes parceiros tomam consciência das suas reacções, do seu poder sobre a realidade, criando situações de comunicação verbal e não verbal.

…permitindo às crianças recrear experiências da vida quotidiana, situações imaginárias, etc”.

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar)

 

“…é um meio de descoberta de si e do outro, de afirmação de si próprio em relação com o(s) outro(s) que corresponde a uma forma de se apropriar de situações sociais. Na interacção com outra ou outras crianças, em actividades de jogo simbólico, os diferentes parceiros tomam consciência das suas reacções, do seu poder sobre a realidade, criando situações de comunicação verbal e não verbal.

…permitindo às crianças recrear experiências da vida quotidiana, situações imaginárias, etc”.

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar)

 

Expressão Plástica

 

“…possibilita à criança mais uma forma de descoberta e comunicação diferentes de outras.

…constitui uma forma de linguagem.

A criança através da expressão plástica exprime o que não pode confiar à expressão verbal”.

 (Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar)

 

   “A criança, como artista, Não copia traços ou formas, tonalidades ou sombras; a criança dá ao que vê a sua interpretação.

   Há que deixá-la crescer e afirmar-se para que se sinta que é ela própria única autora da sua obra…”

    (M.E.; Perspectivas de Educação em Jardins de Infância s/d, p. 42)

   “A criança, como artista, Não copia traços ou formas, tonalidades ou sombras; a criança dá ao que vê a sua interpretação.

   Há que deixá-la crescer e afirmar-se para que se sinta que é ela própria única autora da sua obra…”

    (M.E.; Perspectivas de Educação em Jardins de Infância s/d, p. 42)

  

Expressão Musical

 

“Assenta num trabalho de exploração de sons e ritmos, que a criança produz e explora espontaneamente e que vai aprendendo a identificar e a produzir com base num trabalho sobre os diversos aspectos que caracterizam os sons: intensidade, altura, timbre, duração, etc”.

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar)

 

   “A música baseia-se no som e o som é algo que nos rodeia, que nos influencia desde muito cedo”.

  (M.E.; Perspectivas de Educação em Jardins de Infância s/d, p. 39)

     

    “ Cantando, tocando ou quaisquer que sejam as outras formas que ela utilize, ela está a comunicar, a desenvolver a sua capacidade criativa, a desenvolver o seu sentido rítmico e auditivo, ela está a ter prazer”.

 

Domínio da Linguagem e abordagem à Escrita

 

“Não há hoje em dia crianças que não contactem com o código escrito e que por isso, ao entrar para a Educação pré-escolar não tenha já algumas ideias sobre a escrita.

Pretende-se acentuar a importância de tirar partido do que a criança já sabe, permitindo-lhe contactar com as diferentes funções do código escrito. Não se trata de uma introdução formal e clássica à leitura e escrita, mas de facilitar a emergência da linguagem escrita”.

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar p. 65)

 

   “Se o Jardim quer favorecer a expressão da criança com base na comunicação: É cada criança que o educador terá de conhecer. O seu falar individual. O falar da comunidade a que ela pertence”.

    (M.E.; Perspectivas de educação em Jardins de Infância, s/d, p. 24)

 

Domínio da Matemática

 

“É a partir da consciência da sua posição e deslocação no espaço, bem como da relação e manipulação de objectos que ocupam e espaço, que a criança pode aprender o que está longe e perto, dentro, fora e entre, aberto e fechado, em cima e em baixo… permite-lhe ainda reconhecer e representar diferentes formas… começa a encontrar princípios lógicos que lhe permite classificar objectos, coisas e acontecimentos. Todos estes jogos são um recurso para a criança se relacionar com o espaço e que poderão fundamentar aprendizagens matemáticas”.

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar)

 

3. Área do Conhecimento do Mundo

 

“Os seres humanos desenvolvem-se e aprendem em interacção com o mundo que os rodeia.

A curiosidade natural das crianças e o seu desejo de saber é a manifestação da busca de compreender e dar sentido ao mundo que é próprio do ser humano e que origina as formas mais elaboradas do pensamento, o desenvolvimento das ciências, das técnicas e também das artes”.

(Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar p. 79).

 

“O tratamento desta área não visa promover um saber enciclopédico, mas proporcionar aprendizagens pertinentes com significado para as crianças que podem não estar obrigatoriamente relacionadas com a experiência imediata. Mesmo que a criança não domine inteiramente os conteúdos, a introdução a diferentes domínios científicos cria uma sensibilização que desperta a curiosidade e o desejo de aprender.

 

O que parece essencial neste domínio, quaisquer que sejam os assuntos abordados e o seu desenvolvimento são os aspectos que se relacionam com os processos de aprender: a capacidade de observar, o desejo de experimentar, a curiosidade de saber, a atitude crítica.”

  (Ministérios da Educação, Orientações curriculares para a Educação Pré-escolar p. 85).

 

 

 

publicado por jezabelcoutinho às 11:01
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

A Importância da organização do Espaço no Jardim de Infância

Ou não fosse eu educadora para falar nestas coisas. Perdoem-me aqueles que estão fartos de nos ouvir falar das nossas crianças, dos nossos meninos, mas parece-me importante dar um cheirinho da forma com se organiza o espaço no Jardim de Infância e o que ele proporciona para o desenvolvimento das crianças. Apesar de a rede pública já existir há 30 anos, ainda há desconhecimento por parte da maioria da população continundo-se a pensar que o Jardim de Infância é um local de guarda, onde as crianças brincam felizes e há lá umas educadoras que têm muito jeitinho para fazer coisas bonitas. Esquecem-se que essas educadoras tiveram de tirar um curso, que até é superior, e por isso deve haver mais alguma coisa por detrás do que elas ou eles (também há educadores homens felizmente) fazem quando parece que estão a brincar com os meninos. Também se esquecem que é na primeira infância que as crianças mais aprendem e estão mais receptivas, que a sua personalidade se forma, que adquirem valores para o resto da vida.  Conhecem o escritor Robert Fulghum? Escreveu um livro com o título "Tudo o que eu devia saber na vida aprendi no Jardim de Infância" publicado em Março de 1992 pelo Círculo de Leitores. este livro mostra bem a importância que o jardim de infância tem para as crianças.

Se forem à vossa memória, a longo prazo, certamente se vão lembrar de muitas coisas da infância que vos marcaram e vos fizeram crescer e ser as pessoas que hoje são enquanto que aquilo que é mais recente, embora possa contribuir para o nosso enrequecimento, não é o que valorizamos mais.

 

 

A Importância da organização do Espaço no Jardim de Infância

 

Área" é um termo habitual na educação pré-escolar para designar formas de pensar e organizar a intervenção do educador e as experiências proporcionadas às crianças.
As áreas de conteúdo supõem a realização de actividades, dado que a criança aprende a partir da exploração do mundo que a rodeia. Se a criança aprende a partir de acção, as áreas de conteúdo são mais do que áreas de actividades pois implicam que a acção seja de descobrir relações consigo própria, com os outros e com os objectos, o que significa pensar e compreender.  

 

A organização  do espaço, no jardim-de-infância, reflecte as intenções educativas do educador pelo que  os contextos devem ser adequados para promover aprendizagens significativas,  alegria, o gosto de estar no jardim e que potenciam o desenvolvimento integrado das crianças que neles vão passar grande parte do seu tempo.

As áreas ou os espaços criados na sala do Jardim de Infância não são estanques. Pode-se e deve-se criar novas áreas indo ao encontro do interesse do grupo de crianças, mediante os projectos que se estiverem a desenvolver. As mudanças são feitas com o grupo. Desta forma familiarizam-se com o espaço e participam no processo de organização.

 

“O conhecimento não provem, nem dos objectos, nem da criança, mas sim das interacções entre a criança e os objectos”. - Jean Piaget

 

Área do Acolhimento

 

É um local de reunião, onde todos se sentam em roda para partilhar vivências, contar histórias, cantar, realizar alguns jogos, sendo este também o local onde programamos todo o trabalho que pretendemos realizar ao longo do dia, planifica-se com o grupo, preenchem-se os quadros de gestão do grupo, fazem-se avaliações através de registos gráficos e outros.... Não é um espaço exclusivo do acolhimento, visto ser também um espaço que as crianças utilizam nas actividades de trabalho autónomo.

                                         

                                     (fotografia tirada da NET para exemplificar)

Área do Jogo Simbólico

 

Esta área inclui a “casinha das bonecas”, a “arca das trapalhadas e os fantoches. As crianças podem fazer dramatizações, fantoches, teatro se sombras, histórias, brincadeiras de imitação dos modelos familiares…

  

 

http://www.otocas.com/assets/construc.jpg          Casinha das bonecas

(fotografias tiradas da NET para exemplificar)

      

             

Área da Biblioteca

 

Nesta área a criança manuseia livros, inventa histórias, “lê” histórias, conta histórias, manuseia ficheiros de imagens, enciclopédias, revistas, fotografias...

 

               

 

Área da Expressão Plástica 

 

Nesta área a criança experimenta vários materiais e suportes, realiza artefactos com materiais reutilizáveis, realiza colagens, pinturas, desenhos com variadas técnicas, manuseia tesouras, agulhas, colas, experimenta e treina noções de espaço relativos ao suporte que nele se inscreve.

 

(fotografias tiradas da NET para exemplificar)

    

Área dos jogos e construções

 

Nesta área a criança experimenta construções a três dimensões; Faz actividades de iniciação à matemática que implicam comparações e seriações, sequências, alternâncias, tamanhos, peso, forma, cor; Experimenta materiais que promovem noções de lateralidade; Faz actividades de experimentação de noções espaciais como: puzzles, construções, pistas de carros

 

 

         Garagem      

   

Área da escrita

 

Nesta área a criança tem contacto com o código escrito de uma forma informal. Brinca com letras, copia-as, faz tentativas de escrita, imita a escrita e a leitura, familiariza-se com o código escrito, percebe que há uma forma de comunicar diferente da linguagem oral, percebe as funções da escrita

Não se trata de uma introdução formal e “clássica” à leitura e escrita, mas de facilitar a emergência da linguagem escrita.

                                       

Área da matemática

 

Esta área está interligada especialmente com a área dos jogos onde a criança, podendo ser criada separada em função dos interesses do grupo.

 

Área das novas tecnologias

 

                         

 

Nesta área a criança usa o computador para jogar jogos didácticos com diversos temas para o seu desenvolvimento. O código informático pode ser utilizado em expressão plástica e expressão musical, na abordagem ao código escrito e na matemática.

Recreio exterior

 

                                     

                               

Nesta área a criança brinca livremente; Faz actividades de motricidade; Faz exploração do espaço; Interage com outros

 

E assim actividades lúdicas e actividades expressivas se entretecem e entrelaçam para um pleno desenvolvimento da personalidade infantil”.

(M.E.; Perspectivas de Educação em Jardins de Infância; s/d, p. 20.) 

 

 

publicado por jezabelcoutinho às 17:26
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